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sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

CRISE NAS INFINITAS TERRAS - EDIÇÃO DEFINITIVA


Digitalização: Eudes H. - Ajustes e Junção das Páginas: Alan Bishop
Uma co-produção HORDA SCANS e ÐØØM™ SCANS
PARA BAIXAR, CLIQUE AQUI

Eu tinha uns 16 anos quando a Crise começou. A mãe de todas as sagas foi publicada aqui, pela primeira vez, nas revistas em formatinho dos super-herói DC publicadas pela Editora Abril, durante o ano do Senhor de 1987, dois anos após ter sido publicada nos EUA. As revistas eram Super-Homem, Novos Titãs e Superamigos.

Aliás, era uma época e tanto: além dos incríveis Novos Titãs de Wolfman e Pérez, tivemos também a soberba Camelot 3000, de Mike W. Barr e Brian Bolland e, juntamente com Crise, líamos O Monstro do Pântanpo repaginado por Alan Moore. Mas, Crise, nossa, Crise mudaria tudo, falando no sentido mais literal. 

Para um jovem de 16 anos, acostumado a ler aqueles quadrinhos pacatos da Era de Prata, em que os super-heróis "morriam" e estavam de volta á vida antes do fim da história, pois na verdade não tinha realmente morrido, Crise era quase traumático. E, para piorar, meu super-herói preferido da editora - depois do Super-Homem - era o Flash de Barry Allen. É, vocês sabem do que estou falando. 

Havia algo de pungente na minissérie. Cada novo capítulo era como ser jogado no olho do furacão... e pelado. Nós realmente sentíamos as perdas, nos preocupávamos com cada um dos super-heróis, como se estivesse mesmo desaparecendo para sempre. E, até aquele momento, estavam.  A barreira de anti-matéria parecia ter um signifcado mais subjetivo na vida dos leitores: seria ela a vida adulta, destroçando tudo que você viveu em sua infância? Para alguém que estava saindo da adolescência e começando a dar os primeiros passos para a vida adulta, poderia ter esse significado. Mas, claro, eu não pensava em nada disso. Eu só queria que as próximas revistas chegassem logo às bancas.  



Lembro perfeitamente, como se fosse agora, do momento em que comprei esta Superamigos acima, que tem a Mulher-Maravilha em destaque na capa. Eu estava indo com minha mãe, minhas duas irmãs e meu irmão à casa de algum parente em uma parte distante do Rio de Janeiro. No caminho me deparei com uma banca e lá estava a revista. Não pensei duas vezes e comprei. 

Quem disse que eu esperei até chegar em casa para ler? Eu entrei no novo capítulo de Crise e simplesmente fui lendo enquanto andava até onde a gente estava indo. Quem olhasse para minha cara, enquanto eu lia, provavelmente pensaria que eu estava mirando cadáveres em decomposição, tal era a cara de espanto que eu fazia. 

Depois que a saga terminou, todos sabem que acontece, mas eu vou dizer assim mesmo: a DC reformulou seu universo e seus personagens, como nunca havia feito antes. Super-Homem, Mulher Maravilha, Batman e vários outros, tiveram suas origens recontadas e passaram a viver como se tudo antes de Crise nunca tivesse acontecido. 

Isso levantou alguns problemas, como por exemplo: quem se lembrava de Crise? Alguém lembrava de Barry Allen? Ele nunca havia existido? Entre outras perguntas.

 

Com o tempo, tais questões acabariam por dar pano pra manga para outras tantas sagas, algumas delas diretamente citando Crise nas Infinitas Terras, no entanto, nenhuma delas se igualando. 

As reedições de Crise ainda eram mais esperadadas do que outras sagas. A Editora Abril lanço uma série de três encadernados, mas ainda no famigerado formatinho. Demoraria alguns longos anos para que víssemos Crise em formato americano, nas mãos da Editora Panini em duas edições, já com a capa desenhada por Gorge Pérez e Alex Ross. Mais um bocado de anos depois, chegou a Edição Definitiva, que é esta postada aqui. 

E, mesmo depois de tanto tempo, - quase 30 anos depois - quando releio a saga, parece que sou aquele adolescente de novo, que estava no meio da rua, com mãe e irmãos andndo a sua frente, enquanto eu estava lá atrás, perdido em um lugar onde mundos e super-heróis estavam lutando e morrendo. E eu lutava e morria junto com eles. 


Uma amostra da magia de Alan 
Bishop.  Manja só!

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